Dói a dor de sentir vida. Dói a dor de sentir medo. Dói a dor do relento, que se deixa a alma na esquina.
Sofre o peito, dor de dentro. Queima a alma que cabe à palma. Sente o corpo o tormento.
Torcem as palavras o poeta, que mais mente que a fábula. Solta a dor enluarada. Na noite de seus lamentos.
Corpos enroscam na dança louca, líquidos escorrem, prazeres explodem, o corpo se alegra, mas a alma se faz rouca.
Viver é um ato de luta. |