Que ânsia de amar! E tudo a amar me ensina! A fecunda lição decoro atento. Já com liames de fogo ao pensamento, incoercível desejo ata e domina.
Em vão procuro espairecer ao vento Olhando o céu, os morros, a campina. Escalda-me a cabeça e desatina, Bate-me o coração como em tormento.
E sorrindo-me ardente e vaporosa Por ela, e ainda velada a misteriosa Mulher que nem conheço, aflito chamo.
E sorrindo-me ardente e vaporosa Sinto-a vir - vem-me em sonho, une-me ao seio Junta o rosto ao meu rosto e diz-me: "Eu te amo!"
Autor: Alberto de Oliveira
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