O luar grisalho Brilha no bosque; De cada galho Parte uma voz que Roça a ramada...
Ó bem amada.
Reflete o lago, Espelho puro, O vulto vago Do choupo escuro Que ao vento chora...
Sonhemos: é hora.
Um grande e brando Quebrantamento Vem, vem baixando Do firmamento Que o astro ilumina...
É a hora divina.
Autor: Verlaine Tradução: Guilherme de Almeida
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