Ausência


Como menino sem rumo
em meio ao povo na rua,
e envolto no silêncio cúmplice
dos que me acompanham
as pernas,

Convivo com a ausência
dos que me olham
e hesitam em me falar das flores
que se abrem em pétalas de vidro
e recendem o hálito das perdas...

Na incerteza da manhã
em que atravessamos calçadas
temendo os próprios passos,
as balas perdidas
e os sobressaltos das esquinas!


Autor: Francisco Lins do Rego Santos


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