A vontade de agir


A vontade de agir
vigora-se na proporção
da freqüência e do cunho
definitivo de nossas ações,
e o cérebro cresce na medida
em que se exercita.
Nesse caso, completa 
realmente a fé.
Quando permitimos que uma decisão
ou uma velha emoção
se dissipem sem resultado,
não perdemos uma oportunidade apenas;
em realidade retardamos a realização de propósitos futuros
e deixamos que se esfrie
a nossa sensibilidade.
Há sempre em nós uma grande
dose de coragem para o abstrato,
mas não o suficiente para o concreto,
porque permitimos que se evapore
nossos cotidianos lampejos de bravura.


Autora: Helen Keller


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