A vontade de agir vigora-se na proporção da freqüência e do cunho definitivo de nossas ações, e o cérebro cresce na medida em que se exercita. Nesse caso, completa realmente a fé. Quando permitimos que uma decisão ou uma velha emoção se dissipem sem resultado, não perdemos uma oportunidade apenas; em realidade retardamos a realização de propósitos futuros e deixamos que se esfrie a nossa sensibilidade. Há sempre em nós uma grande dose de coragem para o abstrato, mas não o suficiente para o concreto, porque permitimos que se evapore nossos cotidianos lampejos de bravura.
Autora: Helen Keller
|