Inefável!


Nada há que me domine e que me vença 

Quando a minh'alma mudamente acorda... 

Ela rebenta em flor, ela transborda 

Nos alvoroços da emoção imensa. 

Sou como um Réu de celestial Sentença, 

Condenado do Amor, que se recorda 

Do Amor e sempre no Silêncio borda 

D'estrelas todo o céu em que erra e pensa. 

Claros, meus olhos tornam-se mais claros 

E tudo vejo dos encantos raros 

E de outra mais serenas madrugadas! 

todas as vozes que procuro e chamo 

Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo 

Na minh'alma volteando arrebatadas! 


Autor: Cruz e Souza


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