Os Tigrões e as Tchutchucas de hoje


Olá amiga! 

A coluna de hoje vai ser um pouco diferente das demais, pois colocarei aqui minha opinião sobre um assunto que gera muita polêmica, então será comum pessoas concordarem com o ponto de vista que darei e outras discordarem completamente, mas somos seres livres para pensar e termos nossas próprias idéias. Certo ou não, é sempre bom ter uma opinião para tudo. 

Bom, mas por que abordar em uma coluna de Relacionamento a onda Funk? Simples, esse novo movimento representa uma ameaça a valores essenciais no ser humano, como a auto-valorização e o conceito de liberdade, que, ao que se nota, virou libertinagem. "Espera aí", você deve estar dizendo, "Não é bem assim!", então, vamos analisar tudo juntos, ok? 

Ao meu ver, a onda Funk mostra o que há de pior nas pessoas, ela mostra uma degradação interior impressionante. Não que a dança não seja contagiante e que estimule a dança e a prática de exercícios (fundamental para o bom andamento do corpo e conseqüentemente da alma), digo mais pelas letras, pela mensagem que suas musicas trazem e provocam nas pessoas. Chamar as mulheres "carinhosamente" de cachorras e poposudas não está certo, ao ponto de, a visitante mais inocente não entender que estas palavras trazem um sentido figurado para palavras mais pesadas, como "puta" e "vagabunda". Você gostaria que alguém lhe dissesse isso, na sua cara, rindo e dançando descompassadamente? 
Tudo no Funk, dentro de suas letras, trás um sentido figurado, assim como as músicas de Axé, que usam e abusam do direito de explorar o sexo e ações não muito corretas lapidadas por trás de palavras mais "leves", mais inocentes. Aos olhos de pessoas adultas, essas músicas soam como divertimento, como dança, uma busca pela "liberdade" de ação (se expor), mas ao ouvido das crianças, como soa? Como algo inocente? Não... soa como algo que elas não sabem o que é e que seus pais escondem, gerando assim curiosidade e conseqüentemente à distância de um passo da "burrada", gerando conseqüências não só em seu intelecto como também em seu físico (9 meses depois). 

É engraçado como o mundo atual se degrada e ninguém vê, ou faz que não vê. Já vemos isso nas novelas, que a princípio tem como obrigação trazer valores, mas que na tela mostra, a cada seis cenas, um casal indo para cama ou se beijando maliciosamente. E como os lares andam cada vez mais dissipados, onde pais e filhos ficam cada dia mais distantes, a TV e o rádio são os pais dessas crianças, que crescem ouvindo as pessoas dizerem que o que vale é o sexo, o prazer, e não lhe sobra nenhum comentário ou meio de descobrir o romantismo. Romantismo? Ah, diriam elas, uma coisa muito careta! É isso que o mundo faz com o sentimento puro e verdadeiro: o banaliza E é nessa tecla que bato, mostrar apenas um lado (e da pior maneira possível) da engenharia que é a arte do amor, da amizade e dos mais puros sentimentos que alguém possa ter com seu próximo. Ouvir musicas como "Um tapinha não dói" é como abraçar aquele sujeito que chega em casa bêbado, espanca a mulher e os filhos e diz: "Ah, é só um tapinha", na música pode, "todo mundo faz", porque aqui em casa não vou ter esse "direito"? Não que a música irá provocar tais atos nas pessoas, mas ela simplesmente banaliza um ato hediondo, digno de prisão. Mostra como "arte", a arte do tapinha que não dói.

É preciso que as pessoas tenham mais consciência dos seus atos, uma vez que estes mesmos atos podem influenciar negativamente nas pessoas ao seu redor. O ser humano tem, dentro de si, uma carência e uma eterna procura por exemplos ao seu redor, pessoas que as estimule a encontrar dentro de si valores que ainda não afloraram. Isso acontece freqüentemente em nosso lar com nossos pais, ou em nossa família, com tios, avós, etc., onde presenciamos e conseguimos distinguir alguns atos que nos incomodam e nos servem de exemplo negativo. Agora imagina só como ficam as pessoas que não tem essa base? Como ficam essas pessoas tendo a mídia em geral como vitrine de valores?

Como tudo hoje gira em torno do dinheiro e da ganância, vemos artistas de primeira linha fora das telas e das rádios, dando lugar a "música de moda", que faz as pessoas dançarem com seu corpo sobre a carcaça que se torna sua mente, que se deixa contagiar e não pára para analisar o que está acontecendo naquele momento. É como cantar em alto e bom som: 
"Olha eu aqui, uma garota mexendo e requebrando ao som de uma música que me chama de vagabunda. Olha eu aqui, comprando o CD e dando dinheiro a pessoas que não estão nem aí comigo, muito pelo contrário, me usam para terem seus carrões e na primeira oportunidade cospem em mim. Olha só o que estou fazendo comigo!"

Certamente você ficou perplexa com estas palavras, mas é isso que acontece, infelizmente. Não existe mais a Arte pela Arte. Hoje a Arte é a arte de ganhar dinheiro em cima da boa intenção das pessoas. Seja inteligente, não caia nessa. Valorize somente coisas que vão lhe engrandecer como pessoa!

Por isso, digo desde já: Não deixe essa onda te pegar de forma alguma! Dê valor a você sempre, em qualquer situação ou circunstância. Não esqueça jamais que, mais importante no mundo que você, só você mesma! J

Tchello Bruno


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