Vigilância dos pensamentos |
|  | O homem, exteriormente, se faz conhecido:
- pela roupa que traja; - pelos gestos com que se externa; - pelos comportamentos que lhes sejam habituados; - pelas palavras proferidas e ajustadas à sua cultura intelectual e ao seu padrão moral; - pelas aspirações que afirma acalentar...
No entanto somos realmente o que pensamos.
Somente o próprio homem, e os espíritos que o acolitam no seu trânsito terreno, pode conhecer-se efetivamente, pelos objetivos que mentaliza e que nem sempre revela; pelos anseios que nutre e que nem sempre consegue realizar; pelas paixões que sustenta e que nem sempre as circunstância favorecem a sua exteriorização; pelas intenções por vezes não reveladas em seus gestos.
No atual estágio evolutivo da nossa Humanidade, há sempre um dualismo em cada personagem; o homem externo, que todos conhecem, e o homem em si mesmo, e seu mundo intimo, que só raramente se revela.
Raramente ele é integrado.
Amiúde apenas uma parcela íntima da criatura chaga ao exterior, comunicando-se com seus companheiros e familiares. A parte maior, e mais importante, fica retida no seu mundo íntimo, só tomando contato com o mundo externo quando a criatura é competida a das alguma coisa de si mesma.
E esse mundo interno é que cria as ações reais.
O Espiritismo - cristão, reconhecendo a importância do mundo interior, que gera as atitudes externas, não se restringe a pregar nenhuma reforma superficial. Não convide ninguém a envernizar-se com um falso colorido que não se ajuste às suas emanações mentais. O homem, diz a Doutrina Espírita, é o que pensa e não o que diz. E sob tal verdade eterna deve empenhar-se na reforma íntima:
- reforma de atitudes; - reforma de preferências; - reforma de aspirações; - reforma de tendências; - reforma de pensamentos;
Sem essas mudanças interiores, tudo é ilusório.
Nada tem valor se não corresponder a um anseio íntimo;
- nem o comportamento físico; - nem o sorriso nos lábios; - nem os gestos aparentemente carinhosos; - nem a caridade de fantasia; - nem a fraternidade de superfície; - nem o amor falso...
O pensamento é nossa vida, a nossa personalidade permanente e, conseqüentemente, ele é que determina as nossas companhias espirituais. Se conseqüentemente, não nos policiarmos interiormente, não nos modificarmos internamente para melhor, não sustentamos um clima cristão nenhuma técnica de intercâmbio virá produzir alterações na categoria de Espíritos que influenciarão os médiuns, buscando exteriorizar-se.
Desenvolver mediunidade é trocar de plano mental.
É sair do terra-a-terra do cotidiano e do nosso habitual, procurando a Espiritualidade Superior para, sob benção, categorizar-nos a servidores daqueles que sofrem.
É natural, porém, que o orientador encarnado das reuniões de desenvolvimento mediúnico não poderá medir o comportamento interior de cada novo médium. Essa dificuldade não o forrará da obrigação de encarecer continuamente a importância que tem o pensamento comum, o pensamento de toda hora, na definição das companhias espirituais que elegemos para nós mesmos.
As ondas mentais que formam o clima espiritual da terra e o clima individual de cada um de nós devem ser profundamente estudadas, a fim de que ninguém venha iludir-se com referência à sua posição nos quadros de aprendizagem de nossa Humanidade e para que nos compenetremos da urgência de nossa reforma íntima.
Veja o texto "Reforma Íntima"
Bibliografia Utilizada: DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO - Roque Jacinto - pg 112 -114.
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