Do fundo de nossas almas origina-se o constante
clamor ao Pai, a Quem devemos sempre nos dirigir com amor, humildade,
esperança e coragem.
Embora sendo o mistério em Sua própria essência, quis Deus nos prover com o
dom do entendimento e sentimentos, justamente para nos desafiar à incessante
busca de Seu ser e de Sua identificação plena e viva.
A dualidade a nós concedida, representada pela integração perfeita do Ser
total com as criaturas por Ele feitas à própria semelhança, conduz-nos de fato
à gratificante experiência do binômio do Deus/conosco (o Criador com a, e na
criatura), mas não nos isentará jamais das necessidades existenciais, que até
mesmo chegam a nós sob a forma de uma busca angustiante, pois em tudo
necessitamos do Pai, e a todo instante sabemos que estamos pensando n’Ele,
embora O amemos, porém sem conseguirmos sair ou superar a nossa própria
limitação, fato esse que na maioria das vezes faz enfraquecer nosso ânimo.
Felizes aqueles que reconhecem o quão limitados somos para querermos já nesta
vida a conclusão deste ardente desejo, desta sede tão profunda. Basta-nos
sabermos que Deus é Amor.
Mas é justamente a partir deste ponto que vem à tona o aspecto principal de
nossa relação com o Criador, Ele tem por nós tal ternura que jamais nos
permitirá ver e sentir o final completo desta busca, pois assim como a d’Ele,
as nossas vidas tendem ao infinito e permanecem eternamente em Seu amor.
Mas, deixou-nos a certeza absoluta de que a eternidade existe e que esta busca
um dia findará.
Assim seja!
José Roberto Abib
Capivari, 09-02-02
e-mail: jrabib@dglnet.com.br
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