Morto Pela Inveja


"Porque onde ha ciúme e sentimento faccioso, ai ha confusão e toda obra má." (Tiago 3.16).

Há uma historia - que pode muito bem ser verídica - que conta de um acontecimento verificado na Grécia, com um grupo de amigos e companheiros de um certo atleta. Esse grupo decidiu batalhar no sentido de erigir, numa das extremidades de determinado parque, uma estatua em homenagem a esse atleta que tanto admiravam. Encetou-se uma grande campanha, ate que fossem alcançados os recursos necessários a realização do projeto.

Em pouco mais de um mês, naquela área escolhida no parque, ergueu-se a tão propalada estatua, homenageando aquele conterrâneo que se sagrara campeão nos jogos públicos, repetidas vezes consecutivas. Era, sem duvida, uma homenagem justa.

Entretanto, um outro atleta, que havia sido derrotado muitas vezes pelo homenageado nesses mesmos jogos, tornando-se, por isso mesmo, um contumaz rival do campeão, mostrava-se irritado, revoltado e cheio de inveja por não ser ele o alvo daquela tão privilegiada situação. Havendo lutado muito para que o vencedor não recebesse aquele tipo de homenagem, sem contudo conseguir dissolver o intento do grupo, prometeu a si mesmo que destruiria o monumento, custasse o que custasse...

Arquitetou um plano mesquinho, bem próprio de uma pessoa que não sabe perder, e noite após noite, servindo-se da escuridão, penetrava no interior do parque sem ser notado e, munido das ferramentas apropriadas para a execução do seu plano, entrava em ação. Ia lentamente cortando a base da estatua que tanto mal fazia ao seu ego descontrolado e doentio. Foram varias semanas de atividade destruidora, porque carecia de muita discrição e cuidado no desempenho do plano, para não ser descoberto antes da sua consumação. Finalmente, estava concluído o seu intento e a imponente estatua do seu competidor rival veio ao chão. Aconteceu, porem, que ao ruir, caiu exatamente sobre o corpo do destruidor. E foi assim que o invejoso morreu, vitimado pelo seu próprio ato de vingança! A obra mesquinha, realizada com suas mãos, o levou a morte...

Ninguém conseguira jamais ter uma vida crista autentica, se paralelamente abrigar dentro de si um espirito contraditório, alimentado pela inveja. O rei Salomão, em sua sabedoria, afirmou: "O coração com saúde e a vida da carne, mas a inveja e a podridão dos ossos"

Se por acaso cultivamos, consciente ou inconscientemente, a inveja de alguém ou de alguma situação, precisamos decepar essa praga, eliminando-a para sempre das nossas vidas antes que o peso desse pecado caia sobre nos, esmagando-nos e destruindo todas as oportunidades de demonstrarmos consideração e respeito pelo nosso semelhante.


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